Quem sou eu

"Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular..."

Talvez eu seja o último romântico!

eu costumava sonhar com paris, cafés, cartas escritas a mãos, versos poéticos. eu costumava passar horas montando roteiros com diálogos bem elaborados e beijos com por do sol. eu costumava planejar cenas e me envergonhar de cada uma delas em seguida pela minha fé tão frágil nesse meu romantismo tolo de cinema. eu costumava pensar que talvez eu poderia ser uma exceção no meio desses amores tão repetitivos e reais. Quanta prepotência você diria... mas no fim, no fim eu sou mais igual a todos do que pensei, no fim somos viciados em ilusão e buscamos nelas as nossas fugas diárias, depositamos nelas tudo aquilo que não foi possível cumprir no dia, todas as palavras que deixamos de dizer, todo sentimentos que guardamos por medo de tudo não ser daquele jeitinho que planejamos. prepotência não, covardia. sim, somos covardes em depositarmos num futuro qualquer, todas as expectativas de amor que aprendemos serem as certas. como se alguém um dia fosse te despertasse do sonho, pra viver o sonho da vida. não a nada mais tolo do que ser romântico…. 

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