Quem sou eu

"Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular..."

Palavras soltas, dizeres desconexos!

E lá estávamos nós outra vez, naquele mesmo lugar onde toda a nossa história aconteceu... Sorrisos tímidos e uma mistura clara de sentimentos reprimidos e ao mesmo tempo indefinidos. Foi como estar naquela festa outra vez, só que agora os personagens principais estavam a sós e diante de uma oportunidade, talvez única, de se explicarem e de acharem um fio para tanta meada.
Os olhos pouco se cruzavam, mas, o sorriso no canto da boca revelava a verdade: Ninguém estava à vontade naquela mesa.
Não! As coisas não se resolveram. Sai de lá com a impressão que nada havia acontecido e diante de tantas palavras, tantos verbos o que mais incomodou foi a pimenta da batata. E lá estava eu novamente diante de uma nova pergunta: Pq não incomodou? Será que a verdade não transpassou ou simplesmente o sentimento esfriou de vez? Vejamos!
Mas, apesar de toda indelicadeza em tocar em assuntos nada progressivos, os pqs ainda ficaram, mas, dessa vez remediados e eu não voltei pra casa querendo ver a minha vida misturada na vida daquela outra pessoa. Tá bom! Por algumas vezes até senti vontade de te roubar dali, te levar para um lugar onde realmente estivéssemos a sós e eu pudesse te mostrar o quanto é bom se sentir amado de verdade... Mas, não foi nada, nada demais sabe? Cheguei em casa e tive sono e aquilo virou apenas um desejo sujo de reviver algo que nunca vivemos.
Acho que agora chega né? Não existe futuro para aquilo que não tem presente. E se é assim que termina a nossa história, em coca zero e batata, vamos pensar que pelo menos tivemos a oportunidade de tentar outra vez.

"Que seja doce o que vir pra mim, pra você ou quem sabe pra nós!"

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